
DR.
JAIME ANGER
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Toxina Botulínica ou Cirurgia Definitiva o que é melhor para eliminar rugas frontais e de pálpebras?
A toxina botulínica tipo A(comercialmente conhecida como “Botox ®” mas existem outras marcas no mercado) é a toxina produzida por uma bactéria, a Clostridium Botulinum. Esta substância tem o poder de paralisar um músculo através da inativação da placa neural que conecta o terminal do nervo motor ao seu músculo. Esta placa motora é inutilizada para sempre. Após algumas semanas, o nervo afetado cria pequenos ramos novos colaterais que se dirigem para o músculo e ativam a formação de novas placas em contato com o músculo que passa novamente a responder a estímulos de comando do sistema nervoso. Este processo pode demorar até 6 meses. O tempo de paralisia do músculo depende do número de placas que foram desativadas pela toxina e, portanto, da quantidade injetada de substância e da habilidade de quem injeta, de qualquer modo nunca o efeito dura mais que 6 meses.
Ao repetir a injeção da Toxina Botulínica (TB), estas novas terminações são destruídas e um novo processo de re-inervação é iniciado. Este procedimento pode ser repetido, mas após um certo número de aplicações o poder de recuperação do nervo diminui gradativamente portanto o tempo de paralisia vai diminuindo. Há também um risco de provocar reação imunológica contra a toxina pois é uma sustância estranha ao organismo. Existem, atualmente, relatos científicos de reação alérgica à TB.
Recentemente foram desenvolvidas técnicas para cortar estes músculos cirurgicamente, e assim prolongar por muitos anos o efeito estético desejado. Estas cirurgias são realizadas por acessos utilizando pequenos cortes dentro do couro cabeludo e necessitam do uso de micro-câmaras de televisão para evitar grandes incisões.
Estas técnicas são de alta complexidade o que têm limitado o seu uso, pois requerem treinamento e experiência do Cirurgião Plástico em Vídeo-Cirurgia além de ser necessário um material cirúrgico altamente especializado. Por esta razão ainda são poucos os pacientes operados e não há divulgação, embora a assim denominada Ritidoplastia Frontal Videoendoscópica, seja largamente utilizada nos Estados Unidos desde 1994 e por mim no Brasil desde 1995.
Até o ano passado, o custo da cirurgia era alto pela necessidade de hospitalização, da utilização de material eletrônica e de peças cirúrgicas importadas. Com a adequação do instrumental empregado em Artroscopia e a proliferação de equipamento de Vídeo-Cirurgia nos hospitais do Brasil, estes procedimentos tornaram-se mais viáveis economicamente. Por outro lado, com aumento da cotação do dólar, as Toxinas Botulínicas ficaram muito caras. Ao fazer a soma de múltiplas aplicações da TB e compararmos ao custo da cirurgia definitiva, conclui-se que a cirurgia é muito mais econômica.
Por outro lado, o
resultado cirúrgico é definitivo e muito mais efetivo, além de possibilitar a
concomitância da realização de um número maior de correções, como por exemplo, a
meloplastia (o levantamento da região malar), a plástica de pálpebras ou o
lifting da região frontal, atitudes que tornam mais agradável e completo o
resultado estético final. A cirurgia não provoca o efeito indesejável de “cara
paralisada”, que é apenas uma das várias complicações que podem surgir com a TB.
Estas complicações só não chamam mais a atenção do público leigo, pois
desaparecem junto com o efeito da toxina que pode não durar mais que
Ritidoplastia Videoendoscópica frontal
A ritidoplastia frontal por video-cirurgia está indicada primordialmente para a correção da queda das sobrancelhas. A técnica operatória envolve a secção da musculatura que se situa entre os olhos e nas margens laterais dos olhos o que resulta na elevação dos supercílios. Como os músculos cortados são os que provocam a formação de rugas de expressão entre os olhos e nas laterais das pálpebras, o efeito é a atenuação das pregas na pele.
Para evitar cortes extensos no couro cabeludo (como era feito antigamente) são utilizadas 4 ou 5 cortes pequenos no interior do couro cabeludo (Figura 1). Os cortes, utilizados de 2 em 2, servem de acesso para a entrada de câmara de televisão miniaturizada e instrumentos para efetivar o tratamento da muscultura. O tamanho máximo de corte é de 2 cm mas em geral não passa de 1 cm.

Figura 1
Toda a região frontal é descolada da parte óssea e no final ela é aderida em posição mais superior. As distâncias relativas permanecem iguais ou proporcionais sem alterar a fisionomia externa.
O fato mais importante é a sobrancelha sobe o que rejuvenesce o aspecto da face. A distância entre a pupila e a base da sobrancelha aumenta. Também nas pregas nas laterais dos olhos melhoram no seu aspecto.
Atualizado em 20/11/2006