
DR.
JAIME ANGER
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A ÚLTIMA NOVIDADE EM PRÓTESE MAMÁRIA: SILICONE DE
CONTORNOS NATURAIS COM GEL COESO.
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O uso de próteses de mama está
atualmente muito bem definida na cirurgia plástica. Ela é utilizada na cirurgia mamária de
aumento, na reconstrução mamária pós-cancer e também quando é necessária uma grande
retirada do tecido mamário por displasia grave.
As primeiras próteses eram
produzidas com um envelope de silicone e uma esponja de silicone no seu interior. Desde
então várias modificações foram sendo feitas, o envelope ficou mais fino e a esponja
foi trocada por silicone gelatinoso que confere ao conjunto uma palpação mais natural,
muito próxima da de um seio normal. Atualmente, são usados dois tipos de envelopes: os
lisos e os com textura. Cada um tem uma indicação específica, na dependência da
possibilidade de reação do organismo e da posição anatômica em que vai ser colocada a
prótese. Em relação ao conteúdo da prótese, também existem as que podem ser
infláveis com solução fisiológica (as chamadas salinas) e as que são
preenchidas com silicone gelatinoso..
Graças ao avanço tecnológico das
próteses e à melhora da técnica cirúrgica, as complicações são muito
raras quando a cirurgia é realizada com um cirurgião experiente.
Portanto. o
enfoque atual esta relacionado com um resultado estético mais natural e com uma
palpação mais suave. As cicatrizes também são um foco de preocupação, estas cicatrizes resultantes dependem
das vias de acesso utilizadas pelo cirurgião para a introdução da prótese.
Nós evitamos sempre as vias que
atravessam a mama pelo interior dos seus tecidos pois podem romper ductos mamários e
provocar áreas de cicatrizes que podem trazer conseqüências no futuro e podem também
ser causa de reação ao redor das próteses (cápsula fibrosa), além de provocar
hematomas logo após a cirurgia. Estas vias se localizam no meio da aréola e do mamilo ou
ainda na margem inferior da aréola.
A via de acesso transumbelical não
permite o uso de próteses de silicone com conteúdo gelatinoso mas somente as salinas.
Por esta área ainda existe a opção colocar as próteses durante uma cirurgia plástica
de abdome aproveitando já os cortes para esta operação.
As vias infra-mamária e axilar são as
de nossa preferência. A cicatriz no sulco infra-mamário pode ser visível
mas cada vez mais ela é menor graças ao emprego da Videoscopia.
A via axilar é a mais estética e com a
cicatriz mais disfarçada. Porém é tecnicamente muito mais difícil de ser executada e
depende da experiência do cirurgião. A cirurgia consiste num corte de acesso na axila
situado no interior da zona de pêlos, de direção horizontal e desenhada numa dobra
natural, o que resulta numa cicatriz totalmente disfarçada. Através deste corte é
realizada a dissecção do espaço em que vai ser colocada a prótese. Próteses de até
300 cc de volume podem ser facilmente introduzidas por esta pequena via de entrada de no
máximo 3 cm de comprimento.
A prótese pode ser colocada na frente
ou atrás do músculo peitoral maior. Às vezes, preferimos a colocação por trás deste músculo
já que é necessária uma massagem da prótese no pós-operatório para evitar a
formação de cápsula fibrótica ao seu redor. Os movimentos normais dos braços já
propiciam esta massagem mas técnicas de exercícios para esta musculatura, executadas de
maneira correta, ajudam a melhorar a posição das próteses e conferem também uma
sensação mais natural à palpação dos seios. A prótese atrás do músculo
evite que se aperceba a sua presença tornando mais natural o resultado.
Entretanto, existem casos que a prótese tem que ser colocada na frente do músculo em contato com a mama. Nestes casos a prótese tradicional redonda mostra os seus contornos o que torna o resultado estético final artificial. Por esta razão, foi criada a nova prótese de contornos naturais, que tem um perfil mais anatômico com um colo mais discreto e com uma base em gota o que confere um contorno mais natural. Desta maneira é possível um resultado final com um máximo de simetria e um perfeito posicionamento da prótese.
Outro detalhe importante é o seu conteúdo de gel coeso que consiste numa cadeia de moléculas interligadas que mesmo ocorrendo um acidente com perfuração da prótese, o gel não irá extravasar evitando reação do organismo. O gel coeso das próteses inicialmente fabricadas é muito consistente conferindo uma palpação desagradável. Esta nova prótese tem um gel coeso mais suave, extremamente agradável à palpação.