Dr. Jaime AngerDR. JAIME ANGER


A Cirurgia Estética de Pálpebras (blefaroplastia)

Introdução:

    As alterações anatômicas que ocorrem nas pálpebras e na região da proeminência malar ("bochecha") decorrentes do envelhecimento estão sendo cada vez mais reconhecidas assim como as suas causas. As alterações variam de acordo com cada paciente.  O tipo  considerado mais extremo de mudança, é caracterizado pela herniação da gordura da pálpebra, excesso de pele e tecido muscular,   descenço da junção da pálpebra com a região malar, descenço da proeminência malar, pela impressão de esqueletização do rebordo da órbita, pelo aprofundamento do sulco nasolabial e do sulco naso-jugal e, ainda,  pela presença de bolsa malar. A causa anatômica básica destas mudanças é a flacidez dos tecidos. Nos casos mais extremos, estes tecidos descendem por sobre o ligamento orbitomalar que por ser relativamente fixo cria o aspecto externo envelhecido. O mesmo ocorre em relação ao sulco nasolabial resultando numa aparência mais profunda.

     A correção destas alterações anatômicas é o objetivo atual das técnicas cirúrgicas na blefaroplastia. Cada vez mais tem se enfatizada a necessidade do reposicionamento dos músculos conseqüentemente, o número de pacientes submetidos a blefaroplastia inferior com tratamento muscular tem aumentado gradativamente. A técnica considerada mais efetiva consiste na elevação vertical dos tecidos e a fixação  do músculo orbicular do olho na margem externa da órbita superior pela via direta transcutânea. Nesta técnica a elevação do músculo transporta também a pele, o tecido gorduroso e portanto melhora o aspecto da prega dos lábios  e confere um aspecto mais "cheio" à região malar ("bochecha").

    É sabido que a maioria das complicações ou resultados insuficientes na blefaroplastia inferior estão relacionadas com o excesso de retirada de tecidos. A retirada exagerada de pele e de músculo orbicular do olho pode resultar em ectrópio e exposição da esclera. Cada vez mais tem se recomendado que o cirurgião resista à tendência de retirar maiores quantidades de pele pois não é tão fácil calcular e acertar no período intra-operatório a quantidade correta para sua retirada. É mais aconselhável apenas recompor anatomicamente o que está verdadeiramente alterado e não basear-se no estiramento simples da pele.

    O mesmo vale para as famosas bolsas de gordura. Muitas vezes o que ocorre é uma "herniação" da gordura pela perda de elasticidade do tecido muscular. Se a gordura é retirada, o olho pode ficar encovado e, após alguns anos, dar uma aparência de envelhecimento que é irrecuperável.. As bolsas de gordura servem como sustentação do olho e devem ser preservadas.

    A grande vantagens desta cirurgia é o desaparecimento das cicatrizes e a recuperação extremamente rápida. A anestesia pode ser local com ou sem sedação.

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Atualizado em 23 de outubro de 2004